sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ser humano

Há tempos não escrevo. E hoje eu só queria deixar um pedido:

Faça o que for fazer, não espere nada em troca.

As pessoas estão deixando o reflexo da sociedade capitalista incidir nas suas relações afetivas. Essa é, sinceramente, a mais convincente explicação que eu vejo para a constante superficialidade das relações.
Ora. Se eu compro, eu recebo. Se eu pago a mais, o troco é garantido.
Porém, isso não significa que se eu amo, devo necessariamente ser amado e nem que se eu ajudo, devo necessariamente ser ajudado. É para isso que o ser humano precisa abrir os olhos.
Pessoas e nem sentimentos são mercadorias.
Há uma grande e - o pior - implícita confusão com relação à isso. Em meio a tantas máquinas e aparelhos modernos, o homem se sente inferior a tudo isso, e para crescer, tende a se espelhar em tais tecnologias, tornando-se cada vez mais "homens máquinas".
A vida fica tão mais natural quando cada pessoa não sente a necessidade de possuir nada da outra, pois os sentimentos que nos prendem uns aos outros se tornam, assim, verdadeiros e espontâneos.
O que será que está ofuscando a visão dos homens para perceberem que nenhum aparelho conseguirá, por mais avançada que esteja a tecnologia, ser humano para ele?