Incrível como é perceber hoje a bola mágica que usava Renato Russo ao dizer ' digam o que disserem, o mal do século é a solidão'.
A humanidade caminha numa progressão aparentemente irremediável para a solidão.
O imediatismo do ser humano o faz facilmente saciar suas vontades com coisas vazias. As palavras estão sendo comumente substituídas (e não aliadas, o que seria de se esperar) por atitudes. Um erro, um grande erro, quando há uma contradição entre essas duas coisas.
Ora, se existem as mais puras transparências dos sentimentos - que se designam por atitudes - não existe razão, a não ser dar ênfase ao que já se é expresso em ações, para o uso de meios termos: as palavras.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Racionalidade não basta
Dias que me permitiram observar a delicadeza da vida.
E eu que me sentia forte fui tomada pela idéia de que serei até o meu último dia volúvel à forças maiores; uns (e me incluo nessa designação) tomam essas forças por Divinas, e outros preferem acreditar que é somente a lei da natureza agindo sobre a pessoa física.
Como pode o homem, o ser racional tão ímpar, deixar morrer em seus braços um irmão e não poder fazer mais nada pra salvá-lo?
Está aí a prova de que a racionalidade não é suficiente pra tornar algo eterno.
A dor que se desfaz em lágrimas incessáveis são a prova de que algo ficou, alguma coisa foi mais forte que a morte e agora sofre por não ter um firmamento..
O amor que unia as almas está ali. E não quer sair. Não pode sair, não quer acabar.
Então, que a eternidade não seja mais interrompida: resta ainda o amor que se fará eterno, durante e além da vida.
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